Ampliar o esgotamento sanitário para as áreas de Natal que ainda não contam com este serviço, atendendo à demanda atual e dos próximos 20 anos.
O Governo do Estado, através da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), finalizou os processos licitatórios para contratar empresas de construção civil para executar o serviço do esgotamento sanitário na capital, chegando ao final à cobertura de 100%.
Os recursos, na ordem de R$ 504 milhões, são oriundos do Governo Federal, pelo programa PAC-2.
As ordens de serviço para início das obras na Zona Norte serão assinadas segunda-feira (1º), às 17h, no Complexo Cultural de Natal.
As obras da Zona Sul serão assinadas na terça-feira (02), às 17h, na Associação de Moradores de Cidade Satélite (Amocisa). Somente para a Zona Norte, os projetos apresentados pela Caern obtiveram R$ 293,7 milhões, e vão beneficiar aproximadamente 214 mil habitantes.
Para os bairros das zonas Sul, Leste e Oeste são destinados mais R$ 210,2 milhões.
Somados com os recursos anteriormente adquiridos, são R$ 696 milhões destinados ao esgotamento da capital, dentro do Sanear RN.
Os projetos dividem a cidade em duas grandes áreas de obras e suas respectivas bacias hidrográficas: zona Sul, contemplando os bairros à margem direita do Rio Potengi, e zona Norte, com os bairros à margem esquerda do rio.
Esgotamento Sanitário Zona Sul Quarenta mil pessoas de Bairro Nordeste e parte dos bairros do Alecrim e Quintas, serão beneficiados com esgotamento sanitário, o que corresponde aos 20,44% habitantes que ainda não contam com o serviço.
Três lagoas de estabilização serão desativadas e o esgoto coletado em 1,8 km de rede será tratado na ETE do Baldo.
Nos bairros do Alecrim, Dix-Sept Rosado, Lagoa Nova e Nova Descoberta, serão 39 mil pessoas beneficiadas, além de 84 mil habitantes do bairro Nossa Senhora de Nazaré e parte de Dix-Sept Rosado, Lagoa Nova, Cidade da Esperança, Cidade Nova, Candelária, Capim Macio e Bom Pastor.
Ao final, haverá a remoção rápida e segura dos efluentes para a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Jundiaí/Guarapes a ser construída, com adequada destinação final dos esgotos sanitários coletados.
Os bairros de Neópolis, Candelária, Capim Macio, Ponta Negra, Pitimbu, Felipe Camarão, Guararapes, Planalto, Parque das Dunas e Cidade Nova, com 125 mil pessoas serão atendidos com estas ordens de serviço.
A Praia de Ponta Negra tem 4 km de extensão e grande concentração de estabelecimentos comerciais, principalmente pelo turismo.
Nesta área, o saneamento também trará benefícios. Esgotamento Sanitário Zona Norte Na zona Norte de Natal, vivem aproximadamente 302 mil habitantes e mesmo em franca expansão, a área tem sido esquecida quando se trata de investimentos.
O sistema de esgotamento sanitário atual é de apenas 3% de cobertura.
A maior parte dos efluentes é destinada a fossas, gerando o lançamento de esgotos in natura no rio Potengi, de grande importância turística.
Todos os bairros da Zona Norte serão contemplados.
Os efluentes passarão a ser tratados na ETE Jaguaribe, a ser construída, com adequada destinação final dos efluentes produzidos, garantindo a preservação do meio e seus recursos hídricos.
Impactos Econômicos De acordo com um estudo do Instituto Trata Brasil, para cada R$1 de PIB gerado pelas obras de infraestrutura em água e esgoto geram-se R$ 3,70 a mais na economia brasileira.
No cenário de Natal, essa proporção seria de R$ 1,00 para R$ 0,78. Outro dado da capital potiguar é que cada quatro empregos criados ou mantidos pelas obras de saneamento permitem criar ou manter um emprego a mais no município.
Este cenário é mostrado a partir dos investimentos do Plansab 2013 para elevar o nível de atendimento em água potável e esgoto pelos próximos 20 anos.
Numa hipótese conservadora, os investimentos necessários na capital seriam de R$ 273 milhões até 2033 e R$ 14,4 milhões por ano.
Assim, investimento de mais de R$ 600 milhões do Sanear RN vai gerar R$ 273 milhões a mais no PIB natalense, dentre impactos diretos, indiretos e induzidos sobre o investimento.
As obras de infraestrutura de água e esgoto ao longo desses 20 anos também trariam impactos indiretos em cinco setores: Administração pública – R$ 315 mil; varejo – R$ 311 mil; atacado – R$ 208 mil; minerais não metálicos – R$ 172 mil; aluguel de máquinas e equipamentos e serviços para empresas – R$ 153 mil.
Além disso, 3% do valor investido na obra é retido para pagamento do ISS ao município.
Neste caso, o valor soma mais de R$20 milhões a serem revertidos em benefícios sociais pelo tributo.
Fonte:http://www.rn.gov.br/