Páginas

domingo, 17 de julho de 2016

Jornalista Cassiano Arruda toma posse nesta segunda-feira(18) como novo imortal da ANL



“Como é a posse de um imortal?”, pergunta a reportagem para Cassiano Arruda Câmara, pouco mais de 9h da manhã, enquanto ele se divide entre conversar e resolver seus afazeres do dia. “Eu descobri ontem”, responde o jornalista, colunista do NOVO e agora o mais novo imortal da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras (ANL).
 
“Vi ontem a posse de Lalinha (Eulália Duarte Barros). Lotou a Academia, mas ela tem carisma e grande importância no meio cultural como historiadora da escola doméstica... Não sei como vai ser comigo... Mas basicamente, na cerimônia, é formada uma comissão que vai introduzir o novo imortal no auditório, vestem ele com o tradicional fardão e então ele faz um juramento, precisando citar no seu discurso o patrono e o antigo ocupante da cadeira”, resume.
 
Para o patrono, poeta Lourival Açucena, as palavras podem ser poucas, mas para o antigo ocupante da cadeira de nº 4 da Academia, o também jornalista e político Agnelo Alves, falecido no ano passado, o desafio é condensar mais de 40 anos de amizade em alguns minutos.
 
O discurso, no entanto, vai se debruçar sobre o eixo político do amigo, desde os idos de 1969, quando tanto Cassiano quanto Agnelo foram presos pela Ditadura Militar em Natal - muito embora eles não tenham ficado no mesmo local. Agnelo foi levado para um prédio na Avenida Hermes da Fonseca, enquanto que Cassiano, alguns dias depois, foi transferido para a Base Aérea de Natal.
 
Os detalhes do episódio Cassiano conta com mais precisão em “Hotel de Trânsito” (Editora Flor de Sal/2009), um de seus dois livros lançados até então. O primeiro veio antes, em 2002, e se chama “Um Repórter na Roda Viva: do Tipo Móvel ao Notebook” (Editora Chegança).
  
Muito embora esteja entrando no hall célebre dos imortais, Cassiano frisa que ele, assim como Agnelo Alves, é um homem da palavra, não especificamente da palavra que pode ser encontrada nos livros de literatura, e sim das várias que podem ser opinadas em um jornal.
 
Os 50 anos de reportagem
 
O terceiro livro, a ser lançado ainda este ano, descansa em algum HD longe dele, mas sob a escrivaninha é possível notar uma pasta marrom inchada de recortes de papéis abrigando inúmeras matérias “descartadas” da publicação que vai condensar um bom recorte dos seus 50 anos como repórter. O projeto é editado pelo jornalista Adriano de Sousa e ganhou diagramação e design gráfico de Paulo Moreira.

Contando com a presença de toda a família na noite de amanhã, a partir das 20h, na sede da Academia, situada na Rua Mipibu, 443, em Petrópolis, Cassiano espera principalmente durante a cerimônia resolver uma dívida maior: explicar à sua neta Anita, de 9 anos, o que exatamente é se tornar um imortal. “Eu espero que vendo tudo ela entenda”, conclui.

Veja a matéria completa na edição impressa ou Portal do Novo Jornal deste domingo(17).
 
Fonte:http://novojornal.jor.br/

Nenhum comentário:

Postar um comentário